ABNT- Associação Brasileira de Normas Técnicas: Órgão responsável pela normatização necessária ao desenvolvimento tecnológico do país. Mais informações.

Acondicionamento: (Eb.) Embalagem e demais medidas de proteção dispensadas a determinado produto, de modo que ele possa ser transportado, guardado,comercializado e consumido adequadamente.

Agrupamento funcional: (Eg.) Distribuição lógica de instrumentos de informação e controle em um posto de trabalho, procurando manter próximos os que têm funções semelhantes. Num painel de comando, por exemplo, os dispositivos visuais podem ser dispostos na parte central, enquanto os botões rotativos ficam à direita e os sinais auditivos, à esquerda.

Alta-costura: (Md.) Confecção de roupas femininas sofisticadas e originais, como vestidos usados em ocasiões especiais. Além de vestir mulheres da elite, a altacostura também assumiu a função de fazer desfilar, duas vezes ao ano, coleções que procuram traduzir aspirações coletivas associadas ao corpo e à roupa.

Alternativa projetual: (Gd.) Anteprojeto não elaborado em detalhe, porém contendo as diretrizes básicas e diferentes caminhos para a execução de um projeto.

Análise gráfica: (Dg.) Processo onde se examina e discute o conjunto e os elementos que compõem uma peça gráfica, como por exemplo, um logotipo ou uma publicação.

Antidesign: [Ingl.] Movimento surgido no final da década de 1960 que buscava redefinir o design, propondo cores berrantes e formas e proporções não convencionais. Rejeitava o consumismo que, a partir dos anos 50, promovia o chamado “bom design” a fim de aumentar as vendas.

Antropometria: (Eg.) Disciplina da ergonomia que estuda as dimensões do corpo humano, incluindo medidas dos segmentos ósseos e distâncias interarticulares.

Antropometria dinâmica e funcional: (Eg.) Analisa os principais movimentos das pessoas em seu ambiente de trabalho. Complementa a antropometria estática no dimensionamento de produtos e ambientes.

Antropometria estática: (Eg.) Medidas do corpo tomadas em posições de imobilidade como as de uma pessoa em pé, sentada etc., e também de órgãos específicos como cabeça, mãos e pés. Tais cifras são essenciais para diferentes tipos de projetos e também para normatizações que levam em conta as características gerais de determinadas populações.

Area de não-interferência: (Dg.) O mesmo que Campo de proteção. Espaço livre em torno de um elemento primário, como por exemplo, um logotipo, símbolo ou outro componente de um sistema de comunicação ou identidade visual.

Área de visão: (Eg.) (Ver Campo visual).

Arranjo físico: (Eg.) (Ver Lay-out, Leiaute)

Art déco: [Fr.] Estilo decorativo caracterizado por linhas aerodinâmicas, padrões geométricos simples, extremidades angulosas e cores brilhantes. Surgiu após a Primeira Guerra Mundial, em 1918, e conviveu com as inovações do designer Le Corbusier e a escola Bauhaus. Recebeu influências variadas, do cubismo à arte egípcia, caracterizando-se também pela valorização do maquinário moderno. Seu nome se originou da Exposition Internationale dês Arts Décoratifs et Industriels Modernes de Paris, em 1925. Os receptores de rádio foram a marca registrada da época. Na década de 1930, o estilo entrou em decadência e passou a ser considerado kitsch, porém hoje está sendo retomado pela chamada onda retrô na moda e na decoração.

Arte final: (Dg.) Trabalho artístico pronto para entrar na fase de produção gráfica, com as devidas indicações de áreas de cor, retículas, fotografias, ampliações, reduções, etc.

Art nouveau: [Fr.] Nome com que o modernismo se consagrou na França, a partir de 1890, usando elementos do clássico e do barroco, linhas ondulantes e temas ligados ao mundo vegetal. O estilo propunha equiparar as chamadas artes aplicadas, como a decoração, às tradicionais belas-artes, como a pintura, a escultura, a poesia, a música e a dança. Atingiu seu auge de popularidade por volta de 1900. Criou uma nova unidade nas artes visuais – onde predominava um plano único de representação, sem profundidade -- e a utilização de linhas curvas, gerando leveza, movimento e dando organicidade às imagens.

Ateliê: (Md.) O mesmo que atelier. Também chamado de estúdio ou oficina. Trata-se de um local destinado à execução de trabalhos de arte em geral ou atividades ligadas ao design, como, por exemplo, a criação de moda.

Atelier: (Md.) [Fr.] (Ver Ateliê).

Back-light: (Mk.) [Ingl.] Peça promocional retro iluminada, contendo mensagens/imagens.

Banner: (Mk.) [ Ingl . ] Bandeirola. Peça promocional de papel, plástico ou tecido, impressa em diversos formatos, de ambos ou um só lado, contendo mensagens completas em cada unidade, ou distribuídas numa seqüência de várias bandeirolas. Na Internet, é uma das formas mais tradicionais de publicidade interativa - consiste em um anúncio (objeto gráfico) ou mensagem inserido numa página da Internet. Pode ter vários formatos, com preço variável. Quando se clica sobre ele, tem-se acesso a informações mais detalhadas, geralmente com links para outras páginas, inclusive de anunciantes.

Bauhaus: Escola alemã que deu origem à atividade que hoje se define como design, estabelecendo vínculos entre arte e indústria, através de um método pedagógico revolucionário. Foi fundada em 1919 por Walter Gropius e funcionou até 1933, quando foi fechada pelo regime nazista. Entre seus membros encontravam-se grandes expoentes das artes plásticas, arquitetura, teatro e do próprio design como: Vassily Kandinsky, Paul Klee, Lázlo Moholy-Nagy, Joseph Albers, Oskar Schlemmer, Marcel Breuer, Hannes Meyer e Ludwig Mies van der Rohe (os dois últimos, diretores da escola, assim como Gropius).

Benchmarking: (Mk.) [Ingl.] Estratégia adotada por uma empresa que busca novos procedimentos com base em pesquisas sobre pontos negativos e positivos dos concorrentes.

Boneca/boneco: (Dg.) Esboço que dá uma idéia do aspecto que terá uma publicação ou qualquer outro trabalho gráfico, depois de impresso. Mostra o conteúdo e a disposição das páginas, servindo depois para orientar a montagem da edição.

Boneco: objeto demonstrativo do projeto gráfico de um jornal, revista, livro ou qualquer outro trabalho gráfico de mais de duas páginas, destinado a ser impresso. É confeccionado no mesmo formato em que se pretende imprimir o trabalho em questão, funcionando como um layout e orientando o paginador ou o arte-finalista com o desenho das páginas a serem montadas e com a disposição de cada página em relação à outra.

Brainstorming: técnica utilizada para gerar idéias. Consiste em uma discussão em grupo, onde se externam, sem censura, todo tipo de associações que vierem à mente sobre determinado problema proposto.

Brainstorming: (Gd.) [Ingl.] Sessão onde se estimula a livre troca de idéias, geralmente ainda em estado bruto. É utilizada em diversas fases do desenvolvimento de projetos.

Branding: (Mk.) [Ingl.] Conjunto de medidas que visam a consolidar e fortalecer determinada marca no mercado.

Briefing: (Gd.) [Ingl.] Instruções preliminares, básicas e resumidas sobre uma questão, um projeto ou uma ação a ser levada avante. Pode designar também a reunião onde isso é transmitido.

Briefing: resumo; série de referências fornecidas, contendo informações sobre o produto ou objeto a ser trabalhado, seu mercado e seus objetivos. Muitas vezes, o designer auxilia na sua delimitação.

Brilho: (Dg.) O mesmo que claridade ou luminosidade. Uma das três características principais da cor, que definem sua aparência, com base no quanto ela se aproxima do branco ou do preto. Brilho, matiz e saturação são os parâmetros universais usados para definição das cores. (Ver também Matiz e Saturação).

Button: (Mk.) [Ingl.] O mesmo que pin. Peça promocional em formato de botão, alfinete, broche ou objeto semelhante, para ser usada, em geral, na lapela. Exibe marcas, imagens ou mensagens de produtos ou serviços.

Cabeça-de-série: (Dp.) Primeira unidade do produto a ser fabricada, utilizada para testes finais.

Cadeia de valor: (Gd.) Seqüência de atividades de relevância estratégica dentro de uma empresa ou segmento produt i vo, pelo fato de adicionar qualidades e características que valorizam, adicionam valor ao produto. Engloba desde fontes de matérias-primas e fornecedores de componentes até o produto final entregue nas mãos do consumidor.

Caderno de tendências: (Md.) Documento ilustrado contendo informações qualificadas sobre cores, formas e materiais. É elaborado a partir de pesquisas realizadas nos principais pólos internacionais difusores de moda e distribuído por instituições representativas do setor. Apresenta a estilistas e empresas de moda, os temas propostos para a próxima estação, cada um com sua cartela de cores, tecidos, volumes, estampas, aviamentos, silhuetas e fotos dos desfiles internacionais. No caso do prêt-à-porter feminino trabalha-se, em geral, com dois cadernos de tendências ao ano: primavera-verão e outono-inverno.

Caimento: (Md.) Do tecido ou da roupa. Grau maior ou menor de flexibilidade e amoldamento apresentado por um determinado tecido, peça confeccionada ou mesmo uma parte dela, fazendo com que “caia” com elegância e naturalidade. Diz-se, por exemplo: “Esta seda tem bom caimento”; “As pregas da saia não ficaram com bom caimento”; “O caimento da cortina está perfeito” etc.

Caixa alta: (Dg.) O mesmo que letras maiúsculas, aplicadas em toda a extensão de determinado texto.

Caixa baixa: (Dg.) O mesmo que letras minúsculas, aplicadas em toda a extensão de determinado texto.

Caligrafia: A arte de escrever à mão segundo determinadas regras e modelos. Indica também a maneira própria de cada pessoa ao redigir em letra cursiva. Caligrafia librária: A letra bem cuidada dos manuscritos de luxo. A caligrafia é uma escrita manual, em que se destacam a beleza, a uniformidade e a elegância. O termo vem do grego kallos (beleza) e graphos (escrita). O termo também é empregado, em sentido restrito, designando o produto dos calígrafos, profissionais da escrita manual.

Campo de proteção: (Dg.) Área livre estabelecida em torno do elemento primário (logotipo, símbolo etc.) em um sistema de comunicação visual, de modo a preservar seu destaque dos demais elementos gráficos (textos, imagens, grafismos etc) utilizados numa determinada aplicação, seja ela um cartão de visitas, papel timbrado, etc. (Ver Área de não-interferência).

Campo visual: (Eg.) O mesmo que área de visão. Porção do espaço alcançada pela visão, que tem a forma de um cone partindo dos olhos, avaliada para posicionamento de mostradores, de equipamentos como painéis de elevadores, timers de microondas entre outros.

Cartaz: peça impressa de um só lado, em papel de grandes dimensões, para ser afixada em locais abertos (ambientes amplos ou ao ar livre), destinada a dar informações comerciais ou a anunciar eventos, como exposições, espectáculos, etc. O cartaz costuma ter um trabalho visual mais apelativo, tentando uma comunicação rápida. Por isso, é uma das principais ferramentas usadas na comunicação e no desenvolvimento das organizações modernas, além de um recurso cada vez mais utilizado pelas empresas e instituições com a finalidade de atingir objetivos estratégicos. Pode realizar também funções sociais e econômicas. A comunicação através do cartaz é uma das formas mais eficazes encontradas por essas organizações para se relacionarem com o mercado.

Centro de Design: Instituição privada, sem fins lucrativos, cujo objetivo é promover e articular atividades de design numa determinada região, com impacto local, regional, nacional ou mesmo internacional. Diversos países onde o design é reconhecido internacionalmente, como a Espanha, a Suécia, a Inglaterra e a Dinamarca, possuem ativos Centros de Design; um dos tipos de unidades que desenvolvem atividades ligadas ao design, apoiadas pelo Programa Via Design do SEBRAE.

Cessão de direito: (Ln.) Permissão de uso, reprodução e comercialização de uma obra ou projeto de design que o autor concede a terceiros. É formalizada em um documento onde são estabelecidas as condições, valores e duração, de comum acordo entre quem cede e quem irá deter tal direito.

Check-list: (Gd.) [Ingl.] Lista detalhada de itens a serem conferidos no detalhamento ou avaliação de um projeto.

Ciclo de vida: (Mk. Dp.) Expressão originária da biologia, utilizada para descrever as fases da vida de determinadas espécies de seres vivos. Vários outros campos do conhecimento se apropriaram desse conceito incluindo o do marketing e o do ecodesign. No marketing utiliza-se os conceitos de “ciclo de vida do produto” e “ciclo de vida da marca” para expressar o período compreendido entre seu lançamento e declínio . No campo do ecodesign, utiliza-se a expressão ”análise do ciclo de vida” para designar a avaliação dos encargos ambientais associados a um produto, processo ou atividade.

Claridade: (Dg.) O mesmo que brilho, luminosidade (Ver Matiz e Saturação).

Clean: (Dp.) [Ingl.] Significa “limpo”. No plano estético, referese a uma concepção contemporânea que privilegia a simplicidade, abandonando detalhes desnecessários.

Código de ética: (Ln.) Conjunto de regras e preceitos que orientam a prática profissional em diferentes campos, de modo a respeitar clientes, profissionais do mesmo ramo e a sociedade em geral. É elaborado por órgão representativo de determinada categoria.

Código visual: (Dg. Dp.) Conjunto de componentes visuais coerentes entre si.

Coerência: (Dg. Dp.) Harmoni a ou compatibilidade formal entre os componentes perceptíveis de um produto.

Coleção: (Md.) Conjunto de roupas de moda de melhor qualidade, com características semelhantes, ou criadas para determinada estação do ano, por um mesmo estilista ou empresa.

Componente formal: (Dg. Dp.) Aspecto que se destaca em um produto ou peça gráfica por suas formas peculiares.

Componível: (Dp.) Qualidade de algo que pode entrar numa composição. Em geral, aplica-se à peças que, unidas a outras, iguais ou diferentes, redimensionam o produto ou o transformam em outro. O conjunto dessas peças costuma ser denominado também de sistema componível.

Comunicação visual: (Dg.) Conjunto de conhecimentos e técnicas que buscam maior eficácia na transmissão visual de mensagens, sejam elas verbais ou não-verbais. Denominação genérica mais recentemente adotada para designar as atividades de design gráfico, webdesign, animação e outras criações em mídias não impressas.

Conceito do produto: (Dp.) Descrição elementar do produto a ser criado, incluindo seus atributos funcionais, vantagens, mercado-alvo, tempo previsto para o projeto, ocasião de lançamento, preço e outros tópicos pertinentes.

Conceituação: (Dp.) Fase do processo de design em que se define o conceito do produto, após a identificação da necessidade a ser atendida, da análise do problema ou oportunidade existente.

Concepção: (Dg. Dp.) Fase do projeto que envolve planificação, programação, elaboração de propostas alternativas de solução e análise dessas alternativas.

Condições ambientais: (Eg.) Termo ligado à ergonomia que exprime as condições de um ambiente de trabalho ou do uso de determinado produto. Incluem-se iluminação, temperatura, umidade, ventilação, agentes químicos, odores, ruído, vibrações etc.

Configuração: (Dp.) No campo do design, entende-se por configuração o aspecto exterior de um objeto, incluindo seus principais componentes formais, assim como as proporções e posicionamento relativo de tais componentes. Estes componentes, além de indicarem determinadas funções, definem a estrutura e aparência geral do objeto.

Conforto ambiental: (Eg.) Condição aceitável de conforto, segurança e bem-estar proporcionada por determinado ambiente de trabalho às pessoas que o utilizam.

Controle: (Eg.) Ação transmitida à máquina, ferramenta ou equipamento por meio de dispositivos acionados pelos movimentos musculares da mão ou do pé. A adequação de tais dispositivos à capacidade humana é estudada pela ergonomia.

Controle discreto / contínuo: (Eg. Dois tipos básicos de controle. O primeiro admite apenas algumas posições predeterminadas, sem situações intermediárias. É o caso de liquidificadores com 2 ou 3 velocidades, por exemplo. Já controle contínuo oferece ajustes progressivos, como o botão de volume de um rádio.

Copyright: (Ln.) [Ingl.] Direitos autorais e morais, associados a qualquer obra intelectual , que garantem a seu autor a propriedade legal e a prerrogativa de divulgação de autoria.

Corpo: (Dg.) Dimensão das letras usadas em textos, representada por números que identificam a quantidade de pontos gráficos (unidade de medida).

Corte: (Dp.) Representação vertical e bidimensional de um objeto ou ambiente. Traz as larguras, alturas e as profundidades. Geralmente feito em escala, permite a quem vai fabricar o produto a compreensão de toda a sua configuração. No caso de um ambiente, ajuda a entender a situação interna dos cômodos ou da construção. Dependendo do que se pretende evidenciar, o corte pode ser transversal, longi tudinal , oblíquo, plano ou semicircular, entre outros.

Cosmética: (Dp.) O mesmo que Face-lifting, Maquiagem, Styling. Traços decorativos adicionados a projetos de produtos em sua fase final de criação, cuja etapa central foi realizada por departamentos de engenharia.

Croma: (Dg.) O mesmo que matiz e tom (Ver também Brilho e Saturação).

Croqui: (Dp. Md.) O mesmo que croquis, rafe ou rough. Esboço, em breves traços, de um projeto de design.